quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Pigmentação



Os pigmentos são substâncias coloridas, sendo que alguns são constituintes normais das células, enquanto outros são anormais e só se acumulam nas células em determinadas circunstâncias. Eles podem ser exógenos, originando-se fora do corpo, ou endógeno, sintetizados no próprio corpo.

Pigmentos Exógenos: o pigmento exógeno mais comum é o carbono ou a poeira de carvão, que é um poluente do ar onipresente na vida urbana. Ao ser inalado, ele é capturado pelos macrófagos dos alvéolos e transportado através dos vasos linfáticos para os linfonodos regionais da região traqueobrônquica, o acúmulo desse pigmento escurece o tecido pulmonar e os linfonodos envolvidos . Os trabalhadores das minas de carvão, os agregados de poeira de carvão podem causar uma reação fibroblástica e até mesmo enfisema, causando uma grave doença pulmonar conhecida como pneumoconiose dos carvoeiros.
A tatuagem é uma forma localizada de pigmentação exógena da pele, os pigmentos inoculados são fagocitados pelos macrófagos na derme, nos quais permanecem pelo resto da vida.

Pigmentos Endógenos: A lipofuscina é um pigmento insolúvel, também conhecida como lipocromo e pigmento de desgaste ou da senescência, ela é composta de polímeros de lipídios e de fosfolipídios que formam complexoscom proteínas, sugerindo que é derivada da peroxidação lipídica de lipídios poliinsaturados das membranas subcelulares, a lipofuscina não é nociva para a célula ou para as suas funções, sua importância está no fato de ser um sinal indicativo de lesão por radicais livres e peroxidação lipídica. Em seções de tecidos, ela aparece como um pigmento intracitoplasmático marrom-amarelado, finamente granular, geralmente perinuclear, é vista em células que estão sofrendo lentas alterações regressivas, sendo particularmente proeminente no fígado e no coração de pacientes idosos ou com desnutrição severa e caquexia neoplásica. À microscopia eletrônica, os granulos são muito densos, geralmente apresentam estruturas membranosas em seu interior e normalmente são perinucleares.
A melanina é um pigmento endógeno, marrom-escuro ou preto, que não é um derivado da hemoglobina, formado quando a enzima tirosinase catalisa a oxidação da tirosina em diidrofenilalanina nos melanócitos.
A hemossiderina é um pigmento derivado da hemoglobina, cuja coloração varia do amarelo-ouro ao marrom, granular ou cristalino, sendo a forma de armazenamento do ferro nas células.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Causas das lesões Celulares

As causas das lesões celulares variam de grande violência física externa de um acidente a causas endógenas, tais como mutações genéticas cusando a ausência de uma enzima vital que altera a função metabólica normal.
A maioria dos estímulos nocivos pode ser agrupada nas seguintes categorias:

1. Ausência de Oxigênio (Hipóxia);

2. Agentes Físicos;

3. Agentes Químicos e Drogas;

4. Agentes Infecciosos;

5. Reações Imunológicas;

6. Distúrbios Genéticos e,

7. Desequilíbrios Nutricionais.

*Alguns exemplos de causas de lesões celulares:

  • Agentes Físicos
  • Agentes Químicos e Drogas
  • Agentes Infecciosos
  • Reações Imunológicas
  • Distúrbios Genéticos
  • Desequilíbrios Nutricionais

Metaplasia

A metaplasia é uma alteração reversível na qual um tipo de célula adulta é substituída por outro tipo de célula adulta, isso pode representar uma substituição de adaptação de células que são sensívies ao estresse por tipos celulares mais capazes de sobreviver ao ambiente adverso.
Mecanismo de Metaplasia
A metaplasia não resulta de uma alteração do fenótipo de uma célula diferenciada, ao contrário, é o resultado de uma reprogramação de célula-tronco que existi nos tecidos normais ou de células mesenquimatosas indiferenciadas presentes no tecido conjuntivo, em uma alteração metaplásica, esses precursores celulares seguem uma nova via de diferenciação.

sábado, 21 de agosto de 2010

Necrose

A necrose se refere ao espectro de alterações morfológicas que ocorrem após a morte celular em tecido vivo resultando, em grande parte, da ação progressiva de enzimas nas células que sofreram uma lesão letal. As células necróticas são incapazes de manter a integridade das membranas e seu conteúdo geralmente extravasa, e isso pode causar inflamação no tecido adjacente.
A aparência morfológica da necrose resulta da desnaturação das proteínas intracelulares e da digestão enzimáticada célula.

Alguns Padrões da Necrose:
  • Necrose por coagulação:
A necrose de coagulação é determinada pela desnaturação da maioria das proteínas celulares (inclusive as autolíticas) devido à queda acentuada no pH celular durante o processo de lesão por hipóxia ou isquemia.
  • Necrose por liquefação:
Necrose associada à infecção por agentes biológicos (principalmente bactérias) a um tecido, ou no caso específico da lesão por isquemia ou hipóxia no tecido cerebral.
  • Necrose caseosa:
É uma forma bastante distinta de necrose de coagulação. Macroscopicamente o tecido se torna esbranquiçado, granuloso, amolecido, com aspecto de queijo friável.
  • Necrose gordurosa:
É um tipo especial de necrose que ocorre quando há o extravasamento de enzimas lipolíticas para o tecido adiposo, o que leva à digestão (liquefação) da membrana de adipócitos e quebra das ligações estericas dos triglicérides, liberando assim ácidos graxos livres.



sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Apoptose


A apoptose é a via de morte celular que é induzida por um programa intracelular altamente regulado, no qual as células destinadas a morrer ativam enzimas que degradam seu DNA nuclear e as proteínas citoplasmáticas.
A opoptose ocorre normalmente em varias situações e serve para eliminar células indesejáveis ou potencialmente danosas e células que já não sejam mais úteis, também é um evento patológico quando as células são danificadas e não podem ser recuperadas, especialmente quando a lesão afeta seu DNA, nessas situações, a células irremediavelmente danificada é eliminada.
A apoptose é induzida por uma cascata de eventos moleculares que podem ser iniciados de modos distintos, culminando na ativação das caspases.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Hipertrofia


Hipertrofia é quando há um aumento no tamanho das células, e com isso resulta em um aumento no tamanho do órgão, e com isso, o órgão hipertrofiado não tem nenhuma célula nova, só células maiores. O fato das células aumentarem de tamanho, não é devido a edema mas à síntese de mais componentes estruturais.

A hipertrofia pode ser fisiológica ou patológica. A hipertrofia fisiológica ocorre em certos órgãos e em determinadas fases da vida como fenômenos programados, como a musculatura uterina durante a gravidez. As hipertrofias patológicas aparecem em consequência de estímulos variados, como exemplos a hipertrofia do miocárdio, quando há sobrecarga do coração por aumento da pressão ou do volume do sangue, a parede cardíaca sofre hipertrofia. O estímulo mais comum para a hipertrofia muscular é um aumento da carga.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Atrofia


Atrofia é uma redução no tamanho da célula, devido à perda de substâncias celular, a atrofia representa uma forma de resposta de adaptação e pode culminar em morte celular. A atrofia pode ser de duas formas: fisiológica ou patológica.

Atrofia fisiológica é mais frequente nas fases iniciais do desenvolvimento, um caso de atrofia fisiológica é quando o útero diminui de tamanho logo após o parto.

Atrofia patológica depende da causa e pode ser localizada ou generalizada.

Exemplos de algumas causas de atrofia mais comuns:
  • Diminuição da carga (atrofia por desuso)
  • Perda da inervação
  • Diminuição do suprimento sanguíneo
  • Nutrição inadequada
Mecanismos da Atrofia
Os mecanismo bioquímicos responsáveis pela atrofia ainda não são totalmente conhecidos, mas provavelmente afetam o equilíbrio entre a síntese e a degradação de proteínas, e o aumento na degradação de proteínas acaba provavelmente ocasionando um palpel importante na atrofia.