quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Sistema do Complemento

O sistema do complemento consiste em 20 proteínas, que são encontradas em maior concentração no plasma. O sistema atua tanto na imunidade natural quanto na adquirida contra agentes microbianos. No processo de ativação do complemento, são elaborados vários componentes que causam um aumento da permeabilidade vascular, quimiotaxia e opsonização.
As proteínas do complemento estão presentes no plasma em sua forma inativa e são numeradas de C1 a C9. Muitas delas, quando ativadas, tornam-se enzimas proteolíticas que degradam outras proteínas do complemento, formando, assim, uma cascata capaz de gerar enorme amplificação enzimática.
As funções biológicas do sistema do complemento se enquadram em duas categorias: lise celular pelo MAC e os efeitos dos fragmentos proteolíticos do complemento.
Entre os componentes do complemento, C3 e C5 são os mediadores mais importantes, C3 e C5 podem ser ativados por várias enzimas proteolíticas presentes no exsudato inflamatório.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Histamina

A histamina está distribuída por todos os tecidos, sendo que os mastócitos, normalmente presentes no tecido conjuntivo e próximos aos vasos sanguíneos, são sua fonte principal. Ela é encontrada também nos basófilos e nas plaquetas do sangue. A histamina pré-formada está presente nos grânulos dos mastócitos e é liberada pela desgranulação dessas células em resposta a vários estímulos:

• Lesão física com trauma, frio ou calor;
• Reações imunológicas envolvendo a ligação de anticorpos aos mastócitos;
• Pelos fragmentos do complemento chamados de anafilatoxinas;
• Proteínas leucocitárias que liberam a histamina;
• Neuropeptídeos a substâncias;
• Citocinas.

Nos seres humanos, a histamina causa dilatação das arteríolas e aumenta a permeabilidade das vênulas. Ela é considerada o principal mediador da fase transitória imediata do aumento da permeabilidade vascular, causando fendas venulares.

Serotonina


A serotonina é um mediador vasoativo pré-formado com ações semelhantes às da histamina. Está presente nas plaquetas e nas células enterocromafim, e nos roedores também nos mastócitos.

A liberação de serotonina das plaquetas é estimulada quando ocorre a agregação plaquetária após contato com colágeno, trombina, difosfato de adenosina e complexos antígeno-anticorpo.

Fagocitose


A fagocitose e a liberação de enzimas pelos neutrófilos e macrófagos são responsáveis pela eliminação de agentes nocivos, constituindo, assim, dois dos maiores benefícios derivados do acúmulo de leucócitos no foco inflamatório.
A fagocitose envolve três etapas:

• Reconhecimento e ligação da partícula a ser ingerida pelo leucócito;
• Sua captura, com a subseqüente formação do vacúolo fagocitário;
• Morte ou degradação do material ingerido.

Apesar de os neutrófilos e macrófagos serem capazes de capturar bactérias e materiais estranhos sem a ligação de receptores específicos, a fagocitose de microrganismos e de células mortas é tipicamente iniciada pelo reconhecimento das partículas por receptores expressos na superfície dos leucócitos.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Inflamação

Inflamação é uma reação caracterizada por reação de vasos sanguíneos, levando ao acúmulo de fluidos e leucócitos com objetivos de destruir, diluir e isolar os agentes lesivos. A inflamação é um processo capaz de causar lesão celular ou tecidual.

A inflamação é fundamentalmente um mecanismo de defesa cujo objetivo final é a eliminação da causa inicial da lesão celular e das conseqüências de tal lesão. Sem a inflamação, as infecções se desenvolveriam descontroladamente, as feridas nunca cicatrizariam e o processo destrutivo nos órgãos atacados secaria permanente.

Porém existe ocasiões em que o processo inflamatório pode interferir seriamente na função do órgão acometido, podendo até mesmo levar a uma condição mais ameaçadora que a agressão inicial que o determinou. Nesses casos, ocorre a perda do controle homeostático na resposta, assumindo a inflamação um papel destrutivo, maléfico ao organismo.

Alguns exemplos:

  • Cirrose hepática;
  • Glomérulonefrites auto-imunes e por imunocomplexos;
  • Artrites reumatóides;
  • Ceratites;
  • Choque anafilático ;
  • Granuloma contra ovo do Schistosoma mansoni.

Manifestações clínicas

A inflamação tem alguns sinais e sintomas, que são:

  • Dor;
  • Calor;
  • Rubor;
  • Tumor.


Inflamação Aguda


A inflamação aguda é uma resposta rápida a um agente nocivo encarregada de levar mediadores da defesa do hospedeiro,( leucócitos e proteínas plamáticas) ao local da lesão. A inflamação aguda possui três componentes principais:
  • Alterações no calibre vascular;
  • Alterações estruturais na microcirculação;
  • Emigração dos leucócitos da microcirculação.
Estímulos para a Inflamação Aguda
As reações inflamatórias agudas são desencadeadas por vários estímulos:
  • Infecções (bacteriana, viral);
  • Trauma (contusão);
  • Agentes físicos e químicos (lesão térmica: ex: queimadura ou congelamento);
  • Necrose tissular;
  • Corpos estranhos (farpas, terra);
  • Reações imunológicas.
Cada um desses estímulos pode induzir reações com algumas características distintas, mas todas as reações inflamatórias apresentam características em comum.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Calcificação Patológica


A calcificação patológica é a deposição anormal de sais de cálcio, juntamente com pequenas quantidades de ferro, magnésio e outros sais minerais nos tecidos, existem duas formas de calcificação patológica, quando a deposição é local, em tecidos que estão morrendo, é chamada de calcificação distrófica; ela ocorre apesar de os níveis séricos de cálcio serem normais e também na ausência de alterações no metabolismo de cálcio, por outro lado, a deposição de sais de cálcio em tecidos normais é conhecida como calcificação metastática e quase sempre resulta da hipercalcemia secundária a algum distúrbio no metabolismo do cálcio.

Calcificação Distrófica: A calcificação distrófica é encontrada em áreas de necrose, ela pode ser de coagulação, caseosa ou de liquefação, e em focos de necrose gordurosa enzimática, a calcificação é praticamente inevitável nos ateromas da aterosclerose avançada, ela também ocorre normalmente nas valvas cardíacas dos idosos ou danificadas, dificultando ainda mais a sua função. Apesar de a calcificação distrófica poder ser simplismente um sinal de uma lesão celular prévia, ela geralmente causa disfunção do orgão, é esse o caso da doença valvar calcificada e da aterosclerose.

Calcificação Metastática: A calcificação metastática pode ocorrer em tecidos normais sempre que houver hipercalcemia, a hipercalcemia também exarceba a calcificação distrófica. Existem quatro causas principais da hipercalcemia:
  • Aumento da secreção do hormônio da paratireóide;
  • A destruição de tecido ósseo;
  • Desordens relacionadas a vitamina D;
  • Insuficiência renal.
A calcificação metastática pode ocorrer em todo o corpo, mas afeta principalmente os tecidos interticiais da mucosa gástrica, rins, pulmões, artérias sistêmicas e veias pulmonares, apesar de representarem localizações bem diversas, todos esses tecidos perdem ácido, tendo, portanto, um compartimento alcalino interno que predispõe à calcificação metastática.